Publicado por: educomunicacao2010 | 25/03/2010

Comunicação Não-Violenta (ou comunicação compassiva/empática ou linguagem do coração)

Pessoas queridas,

nosso próximo encontro de formação ficou para dia 29/05, das 9h às 13h na Viração e o tema é  COMUNICAÇÃO NÃO-VIOLENTA.

Abaixo, seguem alguns conteúdos para irmos estudando.

Até lá!

COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA
A ”Comunicação Não-Violenta” (CNV) é um processo de pesquisa continua desenvolvido por Marshall Rosenberg e uma equipe internacional de colegas, que apoia o estabelecimento de relações de parceria e cooperação, em que predomina comunicação eficaz e com empatia. Enfatiza a importância de determinar ações a base de valores comuns. Quando usada como guia na co-construção de acordos a CNV pode tomar a forma de uma serie de distinções, entre as quais as entre observações e juízos de valor, entre sentimentos e opiniões, entre necessidades ou valores universais e estrategias, e a entre pedidos e exigencias ou ameaças. Comunicação a base destas distinções tende a evitar dinamicas classificatórias, dominantes e desresponsabilizantes que rotulem ou enquadrem os interlocutores ou terceiros. Assim a CNV enxerga uma continuidade entre as esferas pessoal, inter-pessoal e social, e providencia formas práticas de intervir nelas.
Aqueles que se apoiam na Comunicação Não-Violenta (chamada também de “comunicação empática”) consideram que todas as ações estão originadas numa tentativa de satisfazer necessidades humanas, mas tentativas de fazê-la evitando o uso do medo, da falha, da vergonha, da acusação, da coerção ou das ameaças. O ideal da CNV é que para ter necessidades, desejos, anseios, esperanças não sejam satisfeitos às custas de outra pessoa. Um princípio-chave da Comunicação Não-Violenta é a capacidade de se expressar sem usar julgamentos de “bom” ou “mau”, do que está certo ou errado, porque é essa a razão do acento em expressar sentimentos e necessidades é posta, em vez de críticas ou juízos de valor.
Rosenberg, como psicólogo clínico de formação, aplicou o modelo de Comunicação Não-Violenta em programas da paz em Ruanda, Burundi, Nigéria, Malásia, Indonésia, Sri Lanka, Oriente Médio, Sérvia, Croácia e Irlanda. As contribuições teóricas e práticas de Rosenberg são amplamente utilizadas nas áreas de mediação e definição dos conflitos e é usada por alguns mediadores em seu trabalho.
Rosenberg escolheu a comunicação conhecida como “não-violenta” para falar aproximadamente da filosofia de Mohandas Gandhi do ahimsa (ou não-violência). Não obstante, ao contrário de Gandhi, Rosenberg aprovava o uso defensivo da força – para evitar feridas, mas não com sentido punitivo, ou seja, uma força aplicada com a intenção punir ou machucar alguém por um último fato. Rosenberg afirma que esse desejo de punir e o uso de medidas punitivas existe somente nas culturas que têm visões moralistas do mundo, que usam as categorias de bom e mau. Ele diz que os antropólogos descobriram culturas em muitas partes do mundo em que a idéia de que alguém é “mau” não faz nenhum sentido e que tais culturas tendem a ser pacíficas.
EMPATIA
O estudo sobre os processos empáticos é relativamente recente, sendo que as primeiras pesquisas científicas conhecidas sobre empatia foram feitas a partir da segunda metade do século XX, embora esse conceito já existisse pelo menos desde o início do século XX. Na psicologia e nas neurociências contemporâneas a empatia é uma “espécie de inteligência emocional” e pode ser dividida em dois tipos: a cognitiva – relacionada à capacidade de compreender a perspectiva psicológica das outras pessoas; e a afetiva – relacionada à habilidade de experimentar reações emocionais por meio da observação da experiência alheia. O estado de empatia, ou de entendimento empático, consiste em perceber corretamente o marco de referência interno do outro com os significados e componentes emocionais que contém, como se fosse a outra pessoa, porém sem perder nunca essa condição de “como se”. A empatia implica, por exemplo, sentir a dor ou o prazer do outro como ele o sente e perceber suas causas como ele a percebe, porém sem perder nunca de vista que se trata da dor ou do prazer do outro.

fonte: wikipédia

Carolina Lemos – Viração

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