Publicado por: centrosurbanos | 23/02/2010

Linguagens da Comunicação – parte 2

Fanzine

   O nome fanzine vem da junção de duas palavras: fanatic magazine (revista de fãs). É uma publicação produzida artesanalmente sem objetivos publicitários. Por não fazer parte do mercado editorial e publicitário, possui liberdade criativa, o que permite ser bem específico quanto ao tema, isento e com maior abrangência. É um formato mais democrático que não depende da impressão em grandes tiragens e pode ser criado por qualquer pessoa que tenha algo para expressar ( como artistas amadores, professores, estudantes, etc). Lembrando que a produção do fanzine envolve o prazer de confeccioná-lo. É importante lembrar que por ser uma criação pessoal, acaba restringindo o seu público.

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Publicado por: centrosurbanos | 10/02/2010

Linguagens da Comunicação

   Para uma comunicação eficaz, não podemos esquecer do suporte e do visual. Escolher o formato de Comunicação correto para os meios impressos é fundamental para atingir seus objetivo. Nos próximos posts você poderá conferir alguns exemplos de suportes e dicas para a diagramação.

Cartaz

                                   Cartaz                       

   É uma peça normalmente feita em papel e exposta de forma que seja visível em locais públicos. Tem como objetivo informar visualmente. Possui também valor histórico por ter sido usado como meio de divulgação em importantes movimentos de caráter político e artístico. A fórmula para o sucesso desse meio de comunicação parece muito simples e consiste em combinar textos curtos e imagens, se adicionar ainda valores emocionais impactará efetivamente as pessoas que recebem a mensagem.   

    Essa linguagem possui valores estéticos tão fortes que em muitos casos acaba sendo confundida com uma peça de arte. O grande exemplo foi o pintor e litógrafo Toulouse-Lautrec (veja obra ao lado esquerdo), que revolucionou o design gráfico dos cartazes publicitários. Estima-se que Toulouse tenha criado 363 cartazes promocionais dos cabarés e teatros, fazendo-se presente na revolução da publicidade do século XIX, onde a arte deixa de ser patrocinada e financiada apenas pela igreja e os nobres, para ser comprada e utilizada pelo comércio crescente.

   Além da importância como meio de publicidade e de informação visual, o cartaz possui um valor histórico como meio de divulgação em importantes movimentos de caráter político ou artístico. Como exemplo temos os famosos cartazes criados pelo designer El Lissitzky (veja obra ao lado direito), durante a Revolução Russa. A propaganda russa se destacou de forma exuberante no século XX. Principalmente após a revolução de 1917, quando o sistema socialista foi implantado e o cartaz de propaganda em massa começou a ser utilizado em larga escala pela agência de propaganda e difusão ideológica da União Soviética.

Publicado por: centrosurbanos | 26/01/2010

Pesquise outras formas de comunicar!

Vamos arregaçar as mangas e mapear os ativos de comunicação em nossa comunidade!

   Você já parou para pensar como chama a atenção aquele carro de som que passa vendendo coisas em nossa comunidade?

”  – Olha, olha a pamonha fresquinha! Apenas 1 real!”

” – Compre agora por 2 reais a caixa lotada de laranjas docinhas!”

   Sem  falar da música do caminhão do gás que chama a nossa atenção, por mais concentrados que possamos estar.

  É desse tipo de comunicação que falaremos hoje. O objetivo é refletir, junto à nossa comunidade e, principalmente, aos adolescentes comunicadores da Plataforma dos Centros Urbanos, sobre quais são os lugares de nossa comunidade e quais ferramentas são mais estratégicas para comunicarmos as mensagens que queremos, sejam para mobilização comunitária como também para a conscientização da população para a garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes.

   É importante frisar que, tão importante quanto dominar as técnicas de um meio de comunicação, como fazer um lindo jornal comunitário por exemplo, é saber onde deve ser distribuído para garantir que seja lido por muitas pessoas. Também é fundamental pensarmos “PARA QUEM” queremos comunicar a mensagem. Imagine a frustração de produzir um lindo jornal impresso, cheios des textos informativos, mas descobrir que a maioria das pessoas que receberam a publicação não sabem ler e escrever. Em um caso como esse, por exemplo, talvez valesse a pena fechar uma parceria com o vendedor de pamonha para veicular a mensagem no carro de som.

   Agora vamos colocar a mão na massa! Para isso, nada melhor do que sair à ruas da comunidade para conversar com as pessoas e observar como elas se comunicam.

  • Mapeamento dos ativos de comunicação – é o ato de identificar no mapa da comunidade todos os lugares estratégicos, para a divulgação de mensagens de mobilização e informativos na comunidade. Para isso, o primeiro passo é sair às ruas para conversar com as pessoas e entender como funciona o fluxo de comunicação daquela região.
  • Ativos de comunicação – são todos os lugares que contam com grande circulação de pessoas e tem grande fluxo de comunicação. Não precisam ser necessariamente um ponto de mídia tradicional, como uma rádio comunitária, um jornal. Talvez a parede da padaria para onde todos olham enquanto esperam na fila do pão pode ser a melhor estratégia para informar à comunidade sobre um evento ou divulgar informações sobre prevenção ou serviços.
  • Comunicação – é um processo pelo qual os seres vivos trocam informações, sentimentos e impressões. Isso pode ser feito através de gestos, escrita, sons como a fala e músicas, imagens como desenhos, fotos e filmes. O olhar e o cheiro também são formas de comunicação. Você sabia que existem plantas que avisam “suas amigas” que os predadores estão chegando pelo cheio que soltam?
Publicado por: centrosurbanos | 16/01/2010

Educomunicação: A postura é muito importante!

   Deu para perceber até agora que educomunicação não é só o que está sendo proposto – fazer TV, rádio, bater papo ou dançar –  mas também como são feitas as coisas.

   Então, quando você estiver a fim de ver se o que você faz é educomunicação, preste atenção nos ítens abaixo e confira se estão presentes no seu cotidiano:

  • No grupo que está fazendo, a liberdade de expressão está garantida. Não importa a idade e a profissão, todo mundo tem liberdade para falar e participar. Todos sabem ouvir e respeitar.
  • Há espaço para o novo e o criativo, todos estão participando.
  • O trabalho está sendo multiplicado: outras pessoas aprendem e podem usar.
  • A comunicação no grupo é boa, e o resultado do trabalho consegue dizer o que todos pensam.
  • A comunidade tem espaço para participar, fazer, opinar. Está mais feliz, educativa e usa os recursos da comunicação com liberdade e responsabilidade.
  • Todos os envolvidos estão melhorando sua capacidade de comunicar e expressar o que pensam e sentem: sua arte, sua cultura, sua vida.
  • O projeto tem a intenção de fortalecer a cidadania.
  • As atividades são avaliadas por todos e mudadas quando necessário.

   Depois de conferir, lembre-se: a educomunicação é um caminho que sempre pode ser melhorado.

Publicado por: centrosurbanos | 13/01/2010

Etapas do processo educomunicativo

(texto adaptado com base na metodologia educação pela comunicação da Cipó – Comunicação Interativa)

Preparação:

  • Formação do grupo: definir direitos e deveres de acordo com habilidades e interesses de cada um, pode haver um rodízio de funções, firmar compromisso de trabalho (horários, local, prazos e periodicidade das reuniões);
  • conhecer a si mesmo a aos demais;
  • criatividade;
  • conhecer sobre comunicação.

Planejamento:

Esta etapa responde às perguntas:

  • O quê? Ex.: Qual peça de comunicação será produzida? 

              – Um jornal mural? Um programa de rádio? Qual tema será abordado? Qual é o nosso foco?

  • Quando? Quais são os prazos?
  • Quem? Quais são os responsáveis por cada etapa?
  • Para quem? Quem é o nosso público? Por onde ele circula? Ele pára para ler cartazes ou entende melhor uma peça de teatro?
  • Com que recursos? O que precisamos para realizar o que queremos?

              Recursos não são apenas financeiros, mas também humanos, formativos.

   É importante pensar em peças de comunicação que possam contar com colaboração em sua etapa de produção e disseminação. Também é importante haver um canal de interatividade para receber críticas e comentários, respostas do público.

Pesquisa:

Esta etapa responde a pergunta: Como executar o planejamento?

   Ex.:  Como faço para montar um jornal mural? Quais os materiais e procedimentos? Onde encontro informações sobre o tema que será abordado? Terei que fazer entrevistas? Com quem e onde? Devo consultar livros, revistas e internet? Como faço para comparar as diversas informações que coletei?

citar fontes: sempre que usar um conhecimento ou uma informação, deve-se dar o crédito dando a referência do nome do autor, título do texto, editora, ano da publicação, página. Se a informação foi encontrada na internet, deve-se colocar o endereço da página, nome do autor, título do texto. Quando se faz uma entrevista, coloca-se o nome do entrevistado, ocupação, local e data).

Desenvolvimento do Produto:

   É hora de colocar a “mão na massa”! Tudo o que foi pesquisado deve ser selecionado (edição) e organizado no formato escolhido.

   Ex.: Editar as entrevistas, reportagens, organizar seções no jornal mural, escolher as melhores imagens (fotos e ilustrações).

   Não esquecer de revisar o texto e todo o material produzido.

– O material que não foi selecionado pode fazer parte de uma exposição ou ser usado em uma próxima edição. Ex.: Se não usei a entrevista com um funcionário do posto de saúde, eu posso usá-la em uma próxima edição. Avaliação coletiva do produto.

Disseminação:

   Não adianta fazer um lindo jornal se ninguém for ler! Então esta é a etapa para colocar o “bloco na rua”!  Disseminar é levar o produto para novos contextos, onde ele passa a potencializar novas ações e educação e mobilização social.

   Uma boa dica é que você circule pelo seu bairro e veja onde as pessoas se reúnem. Mapeie estes pontos, pois eles são estratégicos na hora de disseminar informações. Não se esqueça de lugares públicos como escolas, postos de saúde, pontos de ônibus. O importante é criar coletivamente novas formas de comunicação de acordo com a realidade de sua comunidade. Avaliação coletiva de todo o processo.

   Esta é mais uma ação da Plataforma dos Centros Urbanos. O objetivo dos nossos encontros (e troca de experiências) é promover uma sensibilização em educomunicação para educadores populares ou moradores das comunidades interessadas na garantia dos direitos de cada criança e adolescente da cidade. Por meio desta formação, você poderá apoiar de forma qualificada os adolescentes comunicadores e seu grupo articulador no desenvolvimento de ações para mobilização.

   O envolvimento dos moradores da comunidade em atividades de comunicação contribui para a construção social de uma imagem positiva da juventude. A imagem da comunidade também se transforma, ganhando voz e visibilidade não apenas em seu território, mas na cidade como um todo.

   As ferramentas de comunicação são simultaneamente compreendidas como processo e produto. Sâo processo porque é através deles que os comunicadores começarão a se abrir para o conhecimento de si e de sua localidade. Este processo vai se consolidar em produtos de comunicação, que têm o potencial de envolver mais pessoas, expandir e rede de cidadãos trabalhando pela comunidade, servir como veículo de divulgação da comunidade e das ações do Grupo Articulador.

   Ao trabalhar a educomunicação, toda a comunidade passa a exercer o direito à comunicação, aqui entendido como o direito que também dá acesso a todos os outros direitos essenciais, como saúde, moradia e educação.

Publicado por: centrosurbanos | 05/01/2010

“Começando do início”

Este é um blog criado a partir dos encontros realizados na sede da Revista Viração, em São Paulo, com apoio do Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo (NCE / USP). São 6 encontros onde o foco é a discussão sobre a utilização da comunicação e educação (juntas) como forma de mobilizar as comunidades na busca dos direitos das crianças e adolescentes. Seja bem vindo e compartilhe suas experiências.

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